Sinto-me a puxar por entre vidas
De cabeça para baixo...
À medida que vou entrando em mais uma sala vazia
Me apercebo que se não pensar por mim
Tudo o que fazem é dizer-me
Para ir entrando em salas onde a vida vai expirando
Sem um sorriso na cara
Vou esperando numa nova sala
Ansiosamente...
Mas cada vez mais sinto que é um desperdício
Não vou esperar nem mais um dia
Sinto-me encurralado, isolado
O tempo está deslocado
Eternidade aqui não é mais do que um momento
Quando eu não consigo sentir nada
Já alguma vez não sentiste nada?
Apagando todas as minhas memórias
Para saber de novo o que é viver
Não vou parar até toda a minha vida estar apagada
Esquecida por mim e pelo mundo
Ansiosamente...
Espero por normalidade
Mas cada vez mais sinto que é um desperdício
Não vou esperar nem mais uma hora
E quando a vida estiver apagada
Sem um único vestígio de luz
Quando a esperança for perdida na luta pelo tempo
Não posso hesitar, não vou poder esperar por ti
Sei que tenho de puxar entre vidas
Agora
Impacientemente
Vou cortando os pensamentos que se atravessam
Esta luta não tem fim, não tem propósito
Mas tem de ser feita
O sangue e o suor casam
Porque não posso ouvir o medo
Se tenho o coração a soar nos ouvidos
Tudo o que vejo quando apago os olhos
Não são as coisas que deixei para trás
Mas sim todas as coisas que fui perdendo
Nesta eternidade.
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