6.3.10

A Tua Outra Face

Enterra todos os teus pecados na minha pele
Sempre apareceste com tamanha inocência
Mas sempre me deixas-te com os meus pecados
E agora que o ar à minha volta me asfixia
O amor parece apenas uma camuflagem
Cheia de raiva e cheia de dor

Se alguma vez me amas-te, deixa-me ir agora
E desaparece antes que eu me possa voltar
O meu coração está tão negro
Não posso destruir o que não está lá

Entrega-me ao meu destino
Se estiver sozinho, não posso odiar
Será que nunca te mereci de verdade
Se achas que nunca pensei nisso
Sabe que o meu sorriso foi-me retirado à muito atrás
E se alguma vez eu vou poder mudar
Espero nunca o saber antes

Ainda penso no teu beijo
E os recordo com a alegria de quem os tem agora
Sei que apesar de tudo
Nunca poderia querer viver sem a tua luz
Mas porque tiveste de me tirar tudo isto
Quando te recusas-te a lutar por nós...

Guarda as palavras
Guarda o teu fôlego para ti então
Deixei de me importar
Não me pudeste odiar o suficiente para amar
É suposto isso ser suficiente?

Quem me dera que não tivesses sido tão especial
Para te puder ter magoado bem mais do que fiz
Sinto-me banido do nosso mundo
E foi preciso morrer toda a esperança
Para te deixar ir...

Nunca precisas-te de nenhuma ajuda
No fundo vendeste-me e desistis-te de mim
Para te salvar a ti mesma
Fugis-te, como todas as outras
Porque sempre gostas-te de manter o controlo

Mas depois de tudo
Queria-te ter dito
Que se ainda te importas
Nunca deixes que eu saiba
Se ainda te importas
Se ainda te lembras
Nunca deixes que eu saiba

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