Um aeroporto é, juntamente com os cemitérios, um dos lugares mais fascinantes do mundo.
Quando estou sentado à espera do meu vôo, há uma sensação de prazer e calma que me invade. E isso é estranhíssimo. Tanto porque deveria estar preocupado com o tempo de modo a não perder o vôo, tanto porque não me deveria sentir assim num local que não é a minha casa. Um aeroporto é, apesar de tudo, um dos locais mais impessoais do mundo.
Um aeroporto consegue ser fascinante porque, para além de nos dar essa sensação paradoxal de tranquilidade e calma, representa muitas outras.
Num aeroporto assistimos tanto a abraços e beijos de um casal que se reencontra passados vários meses, como a lágrimas e abraços desesperados de casais que sentem o aperto dos últimos segundos a que têm direito antes de se afastarem por um longo período de tempo.
Um aeroporto é o local que consegue representar o expoente máximo do frio e do calor humano. Aqui, emoções têm de ser expressas de uma forma apressada num contra-relógio constante contra os aviões que, de 5 em 5 minutos, partem e aterram.
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