Se morrer pode parecer um mistério injusto e incompreensível, ainda mais o é a vida.
Tive, recentemente, oportunidade de partilhar os últimos momentos antes da morte de um amigo.
Tenho a dizer que foi, até hoje, dos momentos mais estranhos que vivi.
Como confrontar a morte, se não a entendemos?
Para entender algo verdadeiramente é preciso experienciá-lo.
Ora, a morte não é, como sabem, das coisas mais fáceis de experienciar...
E se ninguém entende a morte, menos pessoas ainda entendem a vida, porque não a vivem.
Como encarar a morte de um familiar?
Do nosso grande amor?
Para onde nos viramos?
O que pensamos? o que fazemos?
O que pode atenuar o que sentimos?
O tempo?
Talvez devêssemos aprender a sentir-nos assim.
Talvez tudo isto faça parte do processo de aprender a viver.
Até porque não há outra solução.
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