11.1.10

Gostei tanto de te conhecer, mas custa-me tanto ter de te esquecer

Quando conheces alguém
Parece um acidente, mas tão perfeito
Não estavas à procura
Aliás, tinhas acabado de desistir dessa mesma ideia
Ai acontece... a tempestade perfeita

Trocam olhares, passeios, sítios
Cada conversa que têm
Cada uma delas
Te dá vontade de passar o resto da tua vida
No meio de cada palavra que sai da boca dela

É um sentimento único
Que verdadeiramente
E por mais que me custe admitir
Acontece muito pouco ao longo de uma vida inteira

Ela é completamente neurótica
Ao ponto de se tornar
A pessoa mais viciante do mundo
Sem ter a mais pequena consciência
Que para si os seus defeitos
Eram as coisas que mais me prendiam...

A grande verdade
É que depois de tudo
O mais complicado é mesmo saber
O que fazer com tudo isto...

Porque quando amas alguém
Se há coisa que não sabes
É como estar com a pessoa...
Apenas sabes
Que se não estiveres
As pessoas se podem perder...

A vida é grande
E tem contornos viciosos
Feios, negros
Mas que tornam o mundo
Exactamente o sítio que ele é
O sítio tão especial
Que proporcionou que se conhecessem...

E do momento em que se conhecessem
Até tomarem a decisão
De dar um passo no escuro
Colocar tudo o que sentem
Nas mãos de outra pessoa...
Não podes pestanejar
Porque se o fizeres
Podes estar a perder o momento
O momento que podia mudar tudo
Para sempre...

E nunca te quis dizer
Que sabia o que se passava entre nós
Porque nunca soube
Mas sentia tudo, à flor da pele
E isso sempre me chegou
Para saber que eras tu...

Eu sei que errei
E que podia ter tido tudo isso
Tudo isso que sempre quis
E que agora sei
Que me vai perseguir para sempre
Literalmente sempre...

E eu agora compreendo
Mais do que nunca
Porque nunca irias querer
Apostar tudo numa pessoa como eu
Agora sei que nunca estaremos
Naquele sítio que só nós sabiamos
Nem daqui dois minutos
Muito menos
Daqui a dois anos

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