Sob frio e silêncio
Ainda imagino a tua face
Mas agora...
Agora tenho de a limpar de mim
Com todo o meu amor
Porque sempre foi isso
Tudo o que quiseste de mim
Agora é a minha vez, de amadurecer
Eras única
Na minha vida
Agora sozinha, tão perdida
Na minha vida, nunca tive ninguém como tu
Esta vida
Tão submissa
Sempre hipnotizou
Este rapaz tão pobre
Esta vida
Porque tão simples
Mas nos obriga a tornar tão complexos
Para a saber viver
Como tu...
Acredita em mim
Todos os demais não te servirão
E o seu amor é insignificante
O meu não, nunca o será
Porque não passo de um rapaz
De castigo para a vida
O único que te saberá amar
Sempre abriguei a minha inocência
Deste mundo tão pouco meu
E por isso eu sei
Sei coisas que ninguém sabe
Sei-te fazer sentir de um modo
Que ninguém consegue
Tenho dualidade na alma
Guerra na minha consciência
Não penses que não penso...
Mas quando sinto o amor sair da minha cabeça
Sinto que já não vives em mim
Sinto que não me soubeste entender
Deixas-te de me proteger de tudo o resto
Sabendo que iria sair mutilado
Decidis-te deixar-me assim
Tenho de me focar
Apenas pensar no que preciso
Apenas fazer o necessário
Se quero celebrar de novo o que é viver
Sei que vou ter de o fazer sem ti
Sem nada para mim
Nada resta para mim
Nada resta...
Nada para ganhar
Nada para perder
Eles vêm tirar-me tudo
A vida de um simples rapaz
Acaba no momento em que ele entende
Como toda a gente é tão suja
E todo o amor é tão insignificante
Sinto-me tão vazio.
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