Algum pouco tempo atrás
Decidi deixar de jogar seguro
No fundo trocar,
O certo pelo incerto
Deixei esta ideia governar a minha vida
Durante demasiado tempo
E agora
Cheguei até aqui
Sozinho...
E agora, nem sabes
Como ainda te quero tanto
E como penso em ti
Sempre fizes-te a entrega parecer
Algo tão fácil
Sentia-me em coma
Perdido em sonhos de beldade
Envolto em auras celestiais de prazer
Os teus beijos faziam a minha pele
Sentir-se fraca, deslocada...
Como pontes que queimas
Das cinzas onde ainda danças
De tudo o que soubes-te deixar
De tudo o que não fazia parte de ti
Como o amor ainda sabe doer
Como pode estilhaçar
Algo que já estava partido
Como consegue quebrar
Sem nunca chegar a dobrar
Porque
Para onde vamos
Não precisamos de estradas
Não precisamos de caminhos trilhados
Não precisamos de nós mesmos
Porque não há mal em destruir amor
Desde que o saibas plantar
De novo
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